"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".Rubem Alves

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

JOGOS ELETRÔNICOS DE HISTÓRIA



A disciplina de história tem tudo para motivar os alunos. Ela é tão inspiradora que, saindo da sala de aula inspira filmes, jogos eletrônicos, de tabuleiro, novelas, poesias, teatro, etc. Eu sei que há uma série de conceitos básicos e um certo tipo de conscientização social e política que, por vezes, pode ser esquecido nestas inspirações citadas acima (não de todo, isso é certo).

Seja como for, se hoje em dia temos uma quantidade tão grande de produções culturais baseadas na história, por que não as utilizar também na sala de aula? De certa forma é relativamente comum aos professores passarem filmes aos seus alunos, pretendo em um próximo post discutir sobre as verdadeiras vantagens de se utilizar um filme de história, e os perigos de fazê-lo de forma inadequada. Mas neste momento, o foco são os jogos eletrônicos baseados na história.

Primeiramente é importante ter em mente que o jogo não ensina (a não ser em raros casos), mas permite ao aluno imergir em um universo cultural da época, desenvolvendo sua imaginação, baseada em determinados momentos histórico-culturais. É importante que os jogos sempre sejam acompanhados pelo professor, com discussões, pois o aluno, por si só, não será capaz de perceber a profundidade de reflexões que os jogos podem suscitar. Justamente por isso, é importante que antes de trabalhar com os jogos em sala de aula o professor tenha despendido um certo tempo a jogar, explorar o jogo e refletir sobre o mesmo. É importante que o jogo tenha erros históricos, ainda assim ele pode auxiliar o aluno.

A quantidade de jogos supera a casa da centena, se não chegar à casa do milhar. Por isso selecionei alguns que mereciam destaque, muitas vezes mais para termos uma gama de categorias e tipos de utilização, do que em qualidade dos jogos em si (seja na qualidade gráfica, seja na histórica).

1 - Jogos de Recriação de locais Históricos:

Esses jogos recriam através de plantas e escavações arquelógicas locais históricos, como o Templo de Luxos, o Palácio de Versailles ou construções romanas, como o senado, Coliseu, ou ainda a catedral de Santa Sofia. Normalmente o jogo funciona como uma boa investigação criminal, com desafios de raciocínio muito mais do que de habilidades (exceção feita ao The Shadow of Rome).

No caso destes jogos o professor tem a chance de deixar o aluno imerso no tempo histórico desejado, alguns são tão detalhistas que ao clicar em quadros de época, por exemplo, aparece um texto explicando o quadro, suas ideias etc. (como no caos de Versailles)

Veja alguns exemplos:  EGITO - 1156 A.C.




O jogo recria diversas localizações no Egito antigo, trabalha a questão da disputa de poder entre faraó e sacerdotes, a questão da religião e técnicas como a de medição de hora, estação do ano e irrigação.

Versailles 1685 - DC










Com uma recriação muito cuidadosa do palácio de Versailles e de todo o sistema de palácios de jardins franceses no final do século XVII, o jogo recria o clima do sistema absolutista, conflitos internos, sofrimento dos pobres e serviçais, luxo e ostentação do rei e da nobreza, entre outros. Enquanto passeia pelo palácio você tenta descobrir através de pistas e investigação quem está mandando bilhetes ameaçando a vida do rei.



Bizantine






Ao contrário dos outros dois, esse jogo se passa no presente, em Istambul, com fotos e filmagens reais da cidade, tendo como foco central uma série de atentados que estão ocorrendo na Catedral de Santa Sofia, mas várias outras localidades históricas são visitadas durante o jogo, sempre com um pano de fundo histórico (incluindo algumas viagens no tempo).

2 - Jogos de Estratégica Histórica
Essa categoria de jogos colocam o jogador (ou o aluno) no papel de líder de um povo, tomando decisões que podem influenciar toda a história do mundo. Alguns se limitam a participação específica dentro de um período histórico ou mesmo seguindo a vida de um personagem real (como no age of empires II, onde você pode refazer a trajetória de Joana D'arc, Saladino, Barba Ruiva, Gengis Khan, entre outros) ou então, colocando-o como um líder "imortal" que acompanhará toda a história de um povo específico, desde a pré-história até os dias atuais (como no caso de Civilization). Não importa o formato, esses jogos além de divertidos e empolgantes (uma vez que envolvem batalhas e os alunos adoram isso) trabalham com a questão de evolução técnica, importância da força de trabalho, e em alguns casos, importância da religião, cultura, folclore, etc.

Série Age of Empires -











A série possui uma vários elementos interessantes de serem trabalhados, dependendo do número ou expansão. Desde mitologia egípcia, grega e nórdica (Age of Mythology), a grande evolução do sedentarismo para o nomadismo na pré-história (Age of Empires 1), personagens históricos específicos da Idade Média (Age of Empires 2), ou ainda conflito de civilizações na época das navegações (Age of Empires 3). Cada qual possui praticamente uma centena de possibilidades para se explorar, sendo difícil explicar aqui em poucas linhas.

Civilization







Nesta série você é o líder imortal de uma civilização desde o seu surgimento, logo após o fim da pré-história (ou ainda no período neolítico, na versão 4) e comanda a mesma até a era atual (ou até 2100, dependendo da versão). O jogo é intensamente rico no que diz respeito ao trabalho de história. Na versão 4 é possível controlar o tipo de relação de trabalho, de sistema jurídico, de sistema religioso e político de sua civilização, escolher as tecnologias que serão pesquisadas, controlar a produção das cidades, diplomacia com os povos vizinhos, entre outros. O jogo é jogado em uma recriação do planeta Terra e você pode escolher uma entre 50 civilizações diferentes (infelizmente não os brasileiros). A versão 2 é a melhor para se trabalhar com os alunos, uma vez que o nível de complexidade é menor e em uma aula já é possível avançar até mais ou menos o fim da Idade Antiga, de modo que em 4 aulas os alunos poderão ver um avanço realmente significativo. Ainda assim o melhor é mostrar o jogo e depois deixar que eles se divirtam em casa ou na lan-house.

Hearts of Iron



Mesmo sem apelo gráfico, esse simulador é como se fosse um gigantesco jogo de war, com milhares de territórios para se explorar. Ele é um jogo de tática de guerra, mas você controla também a economia do povo escolhido. Uma das grandes vantagens é que é possível escolher realmente qualquer país da época da 2a Guerra, inclusive o Brasil, estando no papel de Getúlio Vargas. Incrivelmente preciso historicamente pode ser uma boa pedida para dar um panorama da 2a Guerra para os alunos.

Victoria Empire



De modo semelhante ao Hearts of Iron você assume o papel de um governante por volta de 1880 e tem o papel de garantir o avanço de seu país sobre o controle do mundo, bem na época do imperialismo e neocolonialismo. Você também pode assumir qualquer país para impedir que este seja conquistado, seja economicamente ou politicamente. Um pouco complexo para os alunos, pode ser uma boa pedida como indicação extra para os alunos do ensino médio.

Jogos do History Channel:

O famoso canal pago de história também lançou seus jogos, todos eles são de ação e envolvem cenas de guerra, apesar disso não parecer muito educativo (o que fizeram para garantir a conquista do mercado de jogos) eles recriaram com precisão impressionante muitos cenários históricos, como o da Guerra Civil Americana que veremos abaixo. Essa precisão ajuda a compreender, por exemplo que não adiantava querer vencer uma batalha no tiro (com o tempo de demora para se recarregar e a dificuldade de achar pólvora).




Jogos Online e Gratuitos de História:

Todas as opções acima são de jogos pagos (embora seja possível encontrar cópias dos mesmos vasculhando com calma pela net). Seja como for não posso deixar de sugerir também o trabalho com jogos on-line gratuitos, bem menos precisos historicamente falando, podem ser uma boa pedida para que os alunos se divirtam enquanto aprendem.

como já criei um post grande demais, vou apenas colocar um link de uma seleção de jogos com comentários que fiz para os meus alunos no meu site pessoal:

http://www.profleandro.com/dicas-de-jogos/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

GUERRA DO ÓPIO



Guerra do Ópio


O Imperialismo na China
Em meados do século XIX a Inglaterra era a potência européia mais desenvolvida. Por isso exigia, para a colocação de seus produtos, mercados cada vez maiores. A China e a Índia, extremamente populosas, exerciam forte atração sobre os mercadores ingleses. Mas enquanto a Índia comerciava abertamente, a China não demonstrava interesse algum pelas mercadorias européias. Os produtos chineses, tais como a seda, o chá e a porcelana alcançavam bons preços na Europa, mas os produtos europeus não conseguiam entrar no mercado chinês.
Esse comércio era pouco rendoso para a Inglaterra. Apenas um produto interessava particularmente aos chineses: o ópio, narcótico extraído da papoula, que produz efeito adormecedor sobre cérebro. Os ingleses cultivavam o ópio na Índia e vendia-o em grandes quantidades na China.
1839: China proíbe importação de ópio
Entre 1811 e 1821, o volume anual de importação de ópio na China girava em torno de 4.500 pacotes de 15 quilos cada um. Esta quantidade quadruplicou até 1835 e, quatro anos mais tarde, chegou a ponto de o país importar 450 toneladas, ou seja, um grama para cada um dos 450 milhões de habitantes da China na época.
A Companhia Britânica das Índias Orientais mantinha intenso comércio com os chineses, comprando chá e vendendo o ópio trazido da Índia. A droga chegou a representar a metade das exportações britânicas para a China. O primeiro decreto proibindo o consumo de ópio datou de 1800, mas nunca chegou a ser respeitado.
Em 1839, a droga ameaçava seriamente não só as finanças do país, como também a saúde dos soldados. A corrupção grassava. Para chamar a atenção do imperador, um ministro descreveu a situação da seguinte maneira:
Majestade, o preço da prata está caindo por causa do pagamento da droga. Em breve, vosso império estará falido. Quanto tempo ainda vamos permitir este jogo com o diabo? Logo não teremos mais moeda para pagar armas e munição. Pior ainda, não haverá soldados capazes de manejar uma arma porque estarão todos viciados.
Em 18 de março de 1839, o imperador lançou um novo decreto, com um forte apelo à população. Através de um panfleto, advertiu do consumo de ópio. As firmas estrangeiras foram cercadas pelos militares, que em poucos dias apreenderam e queimaram, na cidade de Cantão, mais de 20 mil caixas da droga.
A Guerra do Ópio
Principal atingido pela proibição, o Reino Unido decretou guerra contra a China no dia 3 de novembro de 1839. Nesta primeira Guerra do Ópio, em 1840, a Inglaterra enviou uma frota militar à Ásia e ocupou Xangai. As previsões se confirmaram e os soldados, corroídos pela dependência, estavam incapacitados de defender a China. Restou o apelo aos camponeses. O imperador os incitou a caçar os invasores com enxadas e lanças. A única vantagem dos chineses contra os bem-armados britânicos era a superioridade em número. Mesmo assim, perderam a guerra. Derrotada, a China assinou o Tratado de Nanquim, em 1842, pelo qual foi forçada a abrir cinco portos para o comércio e ceder Hong Kong aos britânicos (a colônia só foi devolvida à administração chinesa em 1997). 

Autoria: Marco Aurélio Montenegro


46 museus virtuais para você visitar de graça

16/02/2012
O Brasil conta com mais de 3.000 museus e você já visitou pelo menos 5% deles? Pensando nisso alguns museus digitalizaram seus acervos para espelhar a cultura e informação pela internet. Confira os 46 museus virtuais que você pode visitar:
(Crédito: Tupungato / Shutterstock.com)
(Crédito: Tupungato / Shutterstock.com)
É sempre um bom passeio turístico, informa, diverte, educa
 
Visite os museus virtuais. Eles representam a História e se comunicam com o internauta por meio de acervos, informações e arte. Infelizmente com a correria do cotidiano ficamos impossibilitados de visitar todos os museus disponíveis.
  
Digitalizar e disponibilizar itens de acervo pode ser apenas uma das etapas que um planomuseológico prevê para disseminar a informação e cultivar a memória, portanto, se você não puder visitar pessoalmente navegue por eles e divirta-se. É sempre um bom passeio turístico, informa, diverte, educa. Confira a seguir os 46 museus virtuais disponíveis na rede:
 

Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/02/16/912114/46-museus-virtuais-voce-visitar-graca.html






retirado blog: ntmsaojose.blogspot.com
Leonardo Da Vinci; Veja as habilidades do gênio em um 
passeio virtual exclusivo

Mona Lisa, uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci

Mona Lisa, uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci
Além de pintor, Leonardo Da Vinci foi cientista, filósofo, arquiteto, engenheiro, músico, anatomista, matemático, naturalista e astrônomo
Há 560 anos nasceu o cientista responsável por surpreendentes descobertas e o maior pintor da Renascença. Um filósofo que desenvolveu muitas teorias, porém nunca as revelou. Um arquiteto, engenheiro, músico, anatomista, matemático, naturalista, astrônomo... Esse foi Leonardo da Vinci, que com a curiosidade nata e o talento científico ganhou o título de o "Homem do Renascimento".

  
Da Vinci rompeu as barreiras de uma época conservadora. O cientista desafiou as políticas religiosas para a realização de estudos anatômicos. Foi um grande projetista do futuro. Como cientista deixou mais de 5.000 páginas de manuscritos com estudos de praticamente todas as áreas do conhecimento. Já como artista, presenteou o mundo com pinturas que até hoje servem de referência para jovens talentos da arte.

Conheça as múltiplas facetas de Da Vinci no Passeio Virtual produzido pelo Universia Brasil. Nesta viagem, terá acesso ao universo intelectual do artista e cientista, incluindo desde as pesquisas na área de engenharia, mecânica e anatomia até obras-primas como Mona Lisa e a Última Ceia. Clique na imagem abaixo e navegue por esse passeio virtual. 






http://www3.universia.com.br/materia/especiais/davinci/index.html

retirado do blog: ntmsaojose.blogspot.com

domingo, 19 de agosto de 2012

CONTEÚDO DE HISTÓRIA



MATÉRIA CAFÉ HISTÓRIA:
 MUSEU DO HOLOCAUSTO OFERECE CAPACITAÇÃO
Por que, o que e como trabalhar o Holocausto em sala de aula” é o tema dos seminários que se iniciam no segundo semestre. [Leia mais]
CINE HISTÓRIA:
 Á BEIRA DO CAMINHO 
"À Beira do Caminho" é o nome do novo filme de Breno Silveira. O drama tem no elenco importantes nomes do cinema brasileiro, como João Miguel, Vinicius Nascimento e Ângelo Antônio.[Leia mais]
TEORIA DA HISTÓRIA:
 VAMOS SORTEAR DOIS EXEMPLARES DE LIVRO SOBRE O TEMA
Vamos sortear dois exemplares do livro "Teoria & História", do historiador José Carlos Reis. [Saiba como concorrer]
GRUPO EM DESTAQUE:
 RACISMO E ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL
Grupo tem por objetivo discutir a escravidão no Brasil, os seus reflexos sobre as condições de vida da população negra na era republicana e a trajetória do racismo até o momento presente das ações afirmativas [Leia mais] 
DIVULGUE SEU BLOG NO CAFÉ:
  VISIBILIDADE PARA O SEU PRODUTO
Já pensou em anunciar o seu blog ou site para uma ampla e segmentada audiência?

 [Leia mais]
CONTEÚDO DA SEMANA:
 JURANDIR MALERBA
Relembre a entrevista que fizemos com o historiador da PUCRS e atualmente em Berlim [Leia mais]
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